O Fazedor de Velhos
O Fazedor de Velhos nos conta, de maneira terna, bela e generosa, como Pedro resolve esse murundu existencial que é saber o que fazer com a vida. Trata-se de um romance de formação, uma história em que um escritor narra, mudando uma coisa aqui, outra ali, como veio a ser o que é. E quando o escritor é muito bom, como é o caso do Rodrigo Lacerda, acaba tocando em questões cruciais que todos nós encaramos em algum momento da vida.
Eu disse todos? Mentira. É possível fechar os olhos, os braços e o peito e passar os 42.048.000 minutos de uma vida de oitenta anos que nem um paralelepípedo, sem jamais olhar para dentro, mas esse não é o caso de Pedro. Ele quer saber que diabos a vida tem para lhe dar de bom – ou que raios ele tem de bom para dar à vida, o que talvez seja a mesma coisa.
As coisas vão ficando mais promissoras e mais esquisitas quando Pedro começa a ser “instruído” por um velho brilhante e rabugento e, numa tarde qualquer, ao tocar a campainha do “mestre”…
|| Antonio Prata






