Editorial Dostoiévski | Entrelivros
A primeira safra da coleção Entreclássicos era composta por números dedicados a Dante,
Shakespeare, Cervantes, Camões, Goethe e Balzac. Sob a edição do crítico e jornalista Manuel da Costa Pinto, foi um começo para ninguém botar defeito.
Este número sobre Fiódor Dostoiévski inaugura uma segunda fase da coleção, na qual já estão encaminhados mais dois números, sobre Franz Kafka e James Joyce, e esboçados mais três, voltados a Jorge Luís Borges, Marcel Proust e Fernando Pessoa.
A revista está dividida em quatro partes: 1) vida e obra; 2) grandes romances; 3) obras de juventude; 4) fortuna crítica. Desde logo, portanto, o leitor dos antigos números de Entreclássicos poderá perceber que a estrutura da coleção foi modifi cada, fl exibilizando-se agora de acordo com a obra do escritor em pauta. Mas essa não é a única mudança.
Nas seis edições iniciais da coleção, o olhar crítico estava disseminado pela revista, chegando a predominar em todos os textos. Nossa intenção agora é, sem perder a fundamental contribuição de nossos estudiosos, dar a ela um espaço próprio, no fim da revista. Assim, ao terminar a leitura dos demais textos, mesmo o leitor mais desinformado sobre Dostoiévski estará apto a participar efetivamente das discussões teóricas ali desenvolvidas.
Eis o elenco dos críticos aqui reunidos, pela ordem de aparição: Carlos Eduardo Ortolán, Aurora Fornoni Bernardini e o próprio Manuel da Costa Pinto.
Mas e esses “demais textos”, o que são, se não avaliações críticas? Para começar, é
preciso dizer que cada um deles se debruça sobre uma obra específica. Com isso ganha-se foco e torna-se possível reproduzir com mais detalhes a evolução do enredo, da psicologia dos personagens etc. Ainda que algum juízo crítico seja inevitável, e até desejável, preservou-se o prazer essencial da leitura de qualquer romance: a curiosidade pela evolução dos acontecimentos, o prazer da narrativa. Para isso, nada melhor do que ter, entre nossos colaboradores, não apenas críticos, mas narradores de talento já reconhecido – como Ronaldo Correia de Brito, Ricardo Lísias, Francisco Lopes, Joca Reiners Terron e Andréa del Fuego – e colaboradores que, além da veia narrativa, tivessem experiência na área editorial – como Iuri Pereira, Beatriz Antunes e Leandro Rodrigues.
|| Ana Lima Cecílio e Rodrigo Lacerda, editores